Lírico
Por um desses acasos da vida, vim morar no Bairro da Velha, em Blumenau. Aqui, a padaria faz o pão e os doces, a madeireira vende a madeira e o supermercado não é assim um super mercado. Às vezes gosto, às vezes odeio e outras não me importo. Principalmente não me importo.
Às vezes é muito quente, ás vezes muito frio, outras nem um nem outro. Principalmente nem um nem outro.
Às vezes tem acidente de trânsito, ás vezes não tem nada. Principalmente nada.
O curioso é que a nostalgia do lugar se torna envolvente, não no sentido erótico nem no político ou no poético, mas no prático. É fácil existir enquanto as pessoas passam pela janela do apartamento e se deixam olhar. Nas ruas é que as pessoas estão mais nuas.
Enquanto isso o tempo passa, a vida passa e nada mais importa. Ou melhor, tudo isso importa. O que vale não é o medo da cadeia, é o medo de sair dela e ter que se defrontar com o mundo. Não o mundo real, dos livros e filmes e a minha vida na minha casa, mas o mundo fictício das pessoas que andam na rua.
...
Saio na rua. Longa é a tarde, longa é a vida. De tristes cores. Mas bela como uma canção de Jobim.
Às vezes é muito quente, ás vezes muito frio, outras nem um nem outro. Principalmente nem um nem outro.
Às vezes tem acidente de trânsito, ás vezes não tem nada. Principalmente nada.
O curioso é que a nostalgia do lugar se torna envolvente, não no sentido erótico nem no político ou no poético, mas no prático. É fácil existir enquanto as pessoas passam pela janela do apartamento e se deixam olhar. Nas ruas é que as pessoas estão mais nuas.
Enquanto isso o tempo passa, a vida passa e nada mais importa. Ou melhor, tudo isso importa. O que vale não é o medo da cadeia, é o medo de sair dela e ter que se defrontar com o mundo. Não o mundo real, dos livros e filmes e a minha vida na minha casa, mas o mundo fictício das pessoas que andam na rua.
...
Saio na rua. Longa é a tarde, longa é a vida. De tristes cores. Mas bela como uma canção de Jobim.
0 Comments:
Postar um comentário
<< Home