Domingo, Setembro 19, 2004

Pobre Diabo (Parte 6 de 8)

REUNIRAM-SE novamente os quatro cavaleiros. Adama convocara toda a imprensa, Aquiles fizera as pontes com os fornecedores e o Salomão já tinha tudo orçado. Melhor que isso, tinha viabilizado alguns patrocinadores e, através de um deputado, uma grana extra para o evento.Vários deputados freqüentavam a casa, mas esse era especial. As moças da casa, quando ele chegava, faziam um alvoroço: “Chegou o Daputatada!!!” e a festa rolava noite adentro.
Depois de tratadas as burocracias, Diabo resolveu abrir o jogo:
-Senhores, estou vivendo um momento único: Tenho a chance de me redimir, de dar a volta por cima. Mas preciso que saibam de uma coisa muito importante. O jogo está mais nas mãos de vocês do que na minha. Pelas regras acertadas entre os assessores, eu e meu oponente teremos o direito de intervir a qualquer momento, e isso é bom, pois eu os conheço muito melhor que ele; Mas prestem atenção: Ele vai jogar pesado, e vocês vão ter que segurar a onda. Confio muito em vocês, sei que aqui não tem nenhum Judas. Mas a parada vai ser dura, e quero que saibam que se vencermos nossas vidas mudarão para sempre. Você, Adama, vai voltar a ser famoso como antes. O Aquiles terá tantas mulheres que a Acácia não será sequer um grão de areia nas suas lembranças. Quanto a você, Salomão, será um dos homens mais ricos e poderosos do planeta.
Diabo sentiu que os três se encheram de uma energia positiva, e pensou em como era bom manipulador. Tinha pelos amigos uma amizade enorme, eram como irmãos para ele. Mas naquele momento precisava mentir para que eles não amarelassem diante do desafio.