<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761</id><updated>2011-04-21T21:33:29.378-03:00</updated><title type='text'>Pobre Diabo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-112128134721570469</id><published>2005-07-13T15:59:00.000-03:00</published><updated>2005-07-13T16:02:27.220-03:00</updated><title type='text'>Ciberdissidência</title><content type='html'>Não deixe de visitar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-112128134721570469?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://ciberdissidencia.blogspot.com/' title='Ciberdissidência'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/112128134721570469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=112128134721570469' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/112128134721570469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/112128134721570469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2005/07/ciberdissidncia.html' title='Ciberdissidência'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-110834573662325151</id><published>2005-02-13T23:46:00.000-02:00</published><updated>2005-02-13T23:48:56.630-02:00</updated><title type='text'>A RESPEITO DA LINGUAGEM</title><content type='html'>O dia inicia com o bom dia. E é na linguagem que o primeiro momento de interação social se confirma. Durante todo o dia, todos os dias, os diferentes sentidos que interpretamos chagam a nós por ela, transformando-nos a cada momento e reinventando-se em nossas ações e criações.&lt;br /&gt;           Nas cerimônias religiosas, a linguagem está presente carregada de ideologias, com seus significados particulares e ao mesmo tempo universais. Portas se abrem, rumo à transcendência, através da linguagem ritualística que caracteriza as religiões.&lt;br /&gt;           A arte possui linguagem própria. Prima pelo subjetivo, mesmo que às vezes, como, por exemplo, no movimento literário denominado Parnasianismo, busque-se a objetividade. Em algumas manifestações como a música e as artes plásticas a carga de subjetivismo é ainda maior, já que a linguagem não é verbal. No entanto, podemos pensar na seguinte relação: se a linguagem verbal nos dá efeitos de sentido, e não sentidos únicos, e estes são passíveis de interpretação, a aproximação por efeitos pode se dar por estas manifestações ditas subjetivas, tanto quanto pela linguagem verbal.&lt;br /&gt;           O que dizer então da literatura, especialmente da poesia? A linguagem poética muitas vezes consegue um nível fantástico de alcance da realidade.&lt;br /&gt;Passagem das horas&lt;br /&gt;Trago dentro do meu coraçãoComo num cofre que se não pode fechar de cheioTodos os lugares onde estive, Todos os portos a que cheguei, Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigiasOu de tombadilhos, sonhando, E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.Álvaro de Campos In Fernando Pessoa, Obra Poética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Na minha subjetividade de escritor, neste momento, as palavras do poeta, mesmo relidas muitas vezes, demonstram sentimentos inexplicavelmente convergentes. Sempre, porém, diferentes. Será que a sua, de leitor deste trabalho, tem concordância com a minha? Ou, talvez, com a do poeta? Possivelmente em alguns pontos, em algumas lembranças, pensamentos e sentimentos, sim. No entanto, nem eu, nem você, nem Fernando Pessoa ou Álvaro de Campos, que é um ser irreal com o qual dialogamos e que portanto é real no imaginário e imaginário no real, podemos dialogar a não ser com nossas próprias subjetividades, sendo cada um de nós um universo paralelo.&lt;br /&gt;           Mas a ciência positivista tem a pretensão, com sua linguagem, de nos afastar do universo paralelo e fazer com que a linguagem seja exata. Com isso, pretende que a dúvida seja suprimida. Como suprimir a dúvida, organizar o universo? A tarefa parece Hercúlea, mas tem encontrado diariamente seguidores fanáticos que rezam pela organização e pela manutenção do poder tal como é. Felizmente, muitos olhos estão se abrindo e aí nos construímos coletivamente, lembrando do refrão de Chico Science: Me desorganizando, posso me organizar. Eu me organizando, posso desorganizar.&lt;br /&gt;           As palavras do músico, mais políticas que poéticas, lembram outra dimensão importante da existência humana, onde se dão as lutas de classe. Neste terreno caminha-se pela linguagem como quem pisa em ovos. Caso interessante é o do ex-presidente Brasileiro Fernando Henrique Cardoso, que ao adotar medidas diferentes do que pregavam seus escritos, pediu simplesmente que fosse esquecido tudo o que ele havia dito. Ou do também ex-presidente, o general João Figueiredo, que em dias de abertura democrática declarou que “Quem for contra a democracia, eu prendo e arrebento!”. Bakhtin considera que a palavra é o fenômeno ideológico por excelência. Se concordarmos com ele, podemos tentar compreender não o que dizem esses ex-presidentes, mas o universo de sentidos que pode estar por trás de suas falas.&lt;br /&gt;           Na educação, a linguagem constrói e destrói, ás vezes no mesmo momento. O dito e o não-dito, muitas vezes o já-dito, se refazem a cada dia nas escolas e universidades. Aí percebemos que quem entra em sala de aula não são alunos e professores, mas pais, amigos, igrejas, polícias, governos, nações. Cada qual espelhado nas falas, nos sentidos atribuídos e suprimidos, nos relacionamentos e nas tensões, nas relações de poder e alienação.&lt;br /&gt;           Compreender a linguagem e suas implicações tem a distância do infinito, é como se a cada passo dado na compreensão déssemos mil na incompreensão. No entanto, o sentido de compreender passa por esse indissolúvel dilema Shakespeareano / pós-moderno, ser ou não ser. Ou ser o não-ser.&lt;br /&gt;           Assim sendo, resta lembrar que a noite termina com boa noite. No entanto, a linguagem nos acompanha em nossos sonhos, enquanto no reinterpretamos e interpretamos, nos desconstruímos para estar em permanente reconstrução.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-110834573662325151?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/110834573662325151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=110834573662325151' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/110834573662325151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/110834573662325151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2005/02/respeito-da-linguagem.html' title='A RESPEITO DA LINGUAGEM'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-110739696989835740</id><published>2005-02-03T01:13:00.000-02:00</published><updated>2005-02-03T00:16:09.896-02:00</updated><title type='text'>Todo dia</title><content type='html'>Todo dia, todo santo dia&lt;br /&gt;A inestancável hemorragia&lt;br /&gt;Jorra o sangue do baque seco&lt;br /&gt;Da cabeça aberta contra o dia-a-dia &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-110739696989835740?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/110739696989835740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=110739696989835740' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/110739696989835740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/110739696989835740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2005/02/todo-dia.html' title='Todo dia'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-110021695264039872</id><published>2004-11-11T21:47:00.000-02:00</published><updated>2004-11-11T21:49:12.640-02:00</updated><title type='text'>Seres Mitológicos</title><content type='html'>Imaginários no real&lt;br /&gt;Reais no imaginário&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-110021695264039872?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/110021695264039872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=110021695264039872' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/110021695264039872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/110021695264039872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/11/seres-mitolgicos.html' title='Seres Mitológicos'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109814550677794771</id><published>2004-10-18T21:22:00.000-03:00</published><updated>2004-10-18T21:25:06.776-03:00</updated><title type='text'>When the music's over</title><content type='html'>Turn out the lights&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The doors&lt;/em&gt; no disco &lt;em&gt;Strange Days&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109814550677794771?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109814550677794771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109814550677794771' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109814550677794771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109814550677794771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/10/when-musics-over.html' title='When the music&apos;s over'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109814530024832555</id><published>2004-10-18T21:19:00.000-03:00</published><updated>2004-10-18T21:21:40.246-03:00</updated><title type='text'>Pobre Diabo (Parte 8 de 8)</title><content type='html'>PASSADOS trinta e nove dias do início do espetáculo, o sucesso era total. Da baixa burguesia ao alto meretrício, todos queriam saber como seria o final daquele duelo entre o bem e o mal, que já se tornara motivo de discussões em todos os lugares, principalmente depois da morte do Aquiles, dois dias antes, numa óbvia overdose. O fim trágico do competidor foi fruto de uma manobra radical do todo-poderoso. Temendo a derrota, subornou a Acácia, que entrou no programa ao lado do Ubirajara convidando o Aquiles para uma longa noitada a três. Aquiles, após recusar, fraquejou e, antes mesmo de morrer já havia sido desclassificado por ter obviamente enlouquecido. Nesta noite, Diabo ficou dividido: Triste pela morte e fracasso do amigo, mas feliz porque o Adama chamou para si a responsabilidade, passou a noite com os dois e, mesmo com a idade jogando contra, deixou o jovem casal pregado, pedindo mais. Naquela noite de recorde de público, todos tiveram a certeza da vitória do Diabo. Já se falava em uma nova ordem mundial, as bolsas foram às alturas, o Dólar caiu a menos de meio Real e na Cisjordânia teve início um bacanal assombroso entre Judeus e Palestinos. Diabo já se sentia vencedor, dava entrevistas coletivas, anunciava ministros e tudo o mais, quando a terrível notícia chegou: O Adama caíra durante um porre homérico para comemorar a chegada do último dia, e parecia morto do coração. O mundo voltou a ser um inferno. A população, que depois de dois dias na mais completa folia já se acostumara, teve que conviver com o constrangimento de voltar ao normal. Grandes empresários voltaram aos ternos, depois de acostumarem com as saias, padres voltaram ao vestido, depois de se acostumarem aos ternos com os quais conquistaram as mais devassas carolas. Tudo voltou ao normal. O enterro correu de maneira tranqüila, quase desprezada pela grande mídia. Esta só se pronunciou novamente ao interromper a programação normal para uma notícia extra quando o Diabo já se preparava para entrar na clausura: O Adama estava lá, vivinho da Silva, e anunciava a vitória ao lado do coveiro Juvenal, com quem passou a viver o resto de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109814530024832555?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109814530024832555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109814530024832555' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109814530024832555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109814530024832555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/10/pobre-diabo-parte-8-de-8.html' title='Pobre Diabo (Parte 8 de 8)'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109702298482201044</id><published>2004-10-05T21:32:00.000-03:00</published><updated>2004-10-05T21:36:24.823-03:00</updated><title type='text'>Salir a luchar...</title><content type='html'>Lutar por acabar com as ilusões acerca de uma situação significa pedir que se acabe com uma situação que precisa de ilusões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Karl Marx&lt;/em&gt; em &lt;em&gt;Introdução à crítica da Filosofia do Direito de hegel&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109702298482201044?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109702298482201044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109702298482201044' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109702298482201044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109702298482201044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/10/salir-luchar.html' title='Salir a luchar...'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109693580258370548</id><published>2004-10-04T21:21:00.000-03:00</published><updated>2004-10-04T21:23:22.583-03:00</updated><title type='text'>Pobre Diabo (Parte 7 de 8)</title><content type='html'>POUCOS DIAS antes do início do importante evento, o Diabo corria feito louco para deixar tudo em ordem. Além dos preparativos, que ele apenas supervisionava, já que o Salomão tomou a frente, a principal questão a ser resolvida era o treinamento do Adama e do Aquiles. O regulamento do desafio previa o seguinte: Após os quarenta dias e quarenta noites, ambos teriam de estar vivos, já que a morte de ambos evidentemente denotaria que eles não agüentaram conviver no limite com os excessos e estes são um mal irreparável à humanidade. Além disso, se ambos sobrevivessem teriam de passar por uma avaliação psiquiátrica, afinal um dos tabus a serem quebrados era o de que ninguém consegue viver num mundo de prazeres e excessos, sem religião alguma, sem enlouquecer. Diabo fazia o treinamento acompanhado do Doutor Hans Verrückt, um alemão cheio de conhecimentos em várias áreas, principalmente aquelas relacionadas a sexo, drogas e Rock’n’roll. Percebeu rapidamente que o Adama parecia mais seguro, velho que era nas artes das malandragens. Sabia que, por outro lado, a idade atrapalhava, já que o regulamento previa que em caso de morte o Aquiles teria que segurar a onda sozinho, e isto seria muito mais difícil. Este, por sua vez, tinha a vantagem de ser mais jovem, e agüentar muito mais as baladas na parte física. Mas sua dependência do pó fragilizava e muito sua estrutura psíquica. Diabo tentara várias vezes dizer isso a ele, mas também não podia ser muito insistente para que o outro não percebesse sua contradição diante desse excesso. Ainda assim, o Diabo tinha convicção de que os amigos eram escolados na esbórnia, e saberiam levar a preservação física e psíquica até o fim. Chegado o grande dia, o doutor deu seu OK e o Diabo pensou: Seja o que Deus quiser. A sorte estava lançada.   &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109693580258370548?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109693580258370548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109693580258370548' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109693580258370548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109693580258370548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/10/pobre-diabo-parte-7-de-8_109693580258370548.html' title='Pobre Diabo (Parte 7 de 8)'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109666645384623739</id><published>2004-10-01T18:32:00.000-03:00</published><updated>2004-10-01T18:34:13.846-03:00</updated><title type='text'>O QUE É BONITO?</title><content type='html'>Quero tudo que dá e passa.&lt;br /&gt;Quero tudo que se despe,&lt;br /&gt;Se despede,&lt;br /&gt;E despedaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lenine e Bráulio Tavares&lt;/em&gt; em &lt;em&gt;O que é bonito&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109666645384623739?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109666645384623739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109666645384623739' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109666645384623739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109666645384623739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/10/o-que-bonito.html' title='O QUE É BONITO?'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109633073067913906</id><published>2004-09-27T21:13:00.000-03:00</published><updated>2004-09-27T21:18:50.680-03:00</updated><title type='text'>Salir al sol</title><content type='html'>hay que salir a pelear,&lt;br /&gt;hay que salir a luchar,&lt;br /&gt;hay que volver a encontrar&lt;br /&gt;todas las cosas divinas,&lt;br /&gt;defender el lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fito Paez&lt;/em&gt; em &lt;em&gt;Salir al sol&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um abraço deste blog ao povo Argentino&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109633073067913906?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109633073067913906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109633073067913906' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109633073067913906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109633073067913906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/09/salir-al-sol.html' title='Salir al sol'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109563803191372457</id><published>2004-09-19T20:50:00.000-03:00</published><updated>2004-09-19T20:53:51.913-03:00</updated><title type='text'>Pobre Diabo (Parte 6 de 8)</title><content type='html'>REUNIRAM-SE novamente os quatro cavaleiros. Adama convocara toda a imprensa, Aquiles fizera as pontes com os fornecedores e o Salomão já tinha tudo orçado. Melhor que isso, tinha viabilizado alguns patrocinadores e, através de um deputado, uma grana extra para o evento.Vários deputados freqüentavam a casa, mas esse era especial. As moças da casa, quando ele chegava, faziam um alvoroço: “Chegou o Daputatada!!!” e a festa rolava noite adentro.&lt;br /&gt;           Depois de tratadas as burocracias, Diabo resolveu abrir o jogo:&lt;br /&gt;           -Senhores, estou vivendo um momento único: Tenho a chance de me redimir, de dar a volta por cima. Mas preciso que saibam de uma coisa muito importante. O jogo está mais nas mãos de vocês do que na minha. Pelas regras acertadas entre os assessores, eu e meu oponente teremos o direito de intervir a qualquer momento, e isso é bom, pois eu os conheço muito melhor que ele; Mas prestem atenção: Ele vai jogar pesado, e vocês vão ter que segurar a onda. Confio muito em vocês, sei que aqui não tem nenhum Judas. Mas a parada vai ser dura, e quero que saibam que se vencermos nossas vidas mudarão para sempre. Você, Adama, vai voltar a ser famoso como antes. O Aquiles terá tantas mulheres que a Acácia não será sequer um grão de areia nas suas lembranças. Quanto a você, Salomão, será um dos homens mais ricos e poderosos do planeta.&lt;br /&gt;           Diabo sentiu que os três se encheram de uma energia positiva, e pensou em como era bom manipulador. Tinha pelos amigos uma amizade enorme, eram como irmãos para ele. Mas naquele momento precisava mentir para que eles não amarelassem diante do desafio.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109563803191372457?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109563803191372457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109563803191372457' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109563803191372457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109563803191372457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/09/pobre-diabo-parte-6-de-8.html' title='Pobre Diabo (Parte 6 de 8)'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109538679237716302</id><published>2004-09-16T23:04:00.000-03:00</published><updated>2004-09-16T23:06:32.376-03:00</updated><title type='text'>Do lavrado Roraimense</title><content type='html'>Saudades imensas, do tamanho da Amazônia&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109538679237716302?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109538679237716302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109538679237716302' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109538679237716302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109538679237716302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/09/do-lavrado-roraimense.html' title='Do lavrado Roraimense'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109478276133491428</id><published>2004-09-09T23:16:00.000-03:00</published><updated>2004-09-09T23:19:21.336-03:00</updated><title type='text'>Uma Cerveja</title><content type='html'>Antes do almoço é muito bom pra ficar pensando melhor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Chico Science&lt;/em&gt; em &lt;em&gt;A Praieira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109478276133491428?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109478276133491428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109478276133491428' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109478276133491428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109478276133491428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/09/uma-cerveja.html' title='Uma Cerveja'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109460968323806841</id><published>2004-09-07T23:13:00.000-03:00</published><updated>2004-09-07T23:14:43.236-03:00</updated><title type='text'>Pobre Diabo (Parte 5 de 8)</title><content type='html'>FEITOS OS PLANOS, delineadas as estratégias e traçadas as meretrizes, era hora de meter a mão na massa. Diabo encarregou-se do contato direto com os oponentes, enquanto Adama procurou velhos conhecidos influentes na mídia. Ao Salomão coube orçar e planejar o espaço. Aquiles responsabilizou-se pelo equipamento e pessoal necessários.&lt;br /&gt;           O contato do Diabo deu-se de maneira interessante. Procurou o todo-poderoso em seu escritório, ligou para a casa dele, para o celular e até para telefones de amigos. Deixou recado até no inferno. Meia hora depois aparece o moço, trajando o corpo de um senhor elegante e bem vestido. O diabo gostou daquilo.&lt;br /&gt;           -Tanto cuidado nas vestes e na aparência para ter comigo? Que mudança é essa?&lt;br /&gt;           -Ouvi boatos de que tu estarias disposto a conversar sobre paz. Tu sabes que eu sempre procuro a paz – Dizia isso com a voz serena que usavam para ele nos filmes – desde que seja feita do meu jeito, com as minhas condições. Tu sabes, não posso abrir mão de ser o mandatário maior, não aceito dividir um centímetro sequer do meu prestígio. Em outras palavras, quem manda sou eu e isso é imutável.&lt;br /&gt;           -Mas se é assim, você não deveria sequer vir conversar comigo. Afinal de contas, você faz e desfaz à sua maneira...&lt;br /&gt;           -Não te faças de tolo – esbravejou, quase gritando - sabes que a boataria desestabiliza qualquer governo. Já pensaste o que diriam por aí, sabendo que tu quisestes falar sobre paz e eu não compareci? Todas a minha retórica acerca da misericórdia infinita, aonde é que ia parar? És esperto, mas preste atenção: EU MANDO. EU SOU O CARA. Sou aclamado por multidões diariamente. Mantenho governos, derrubo outros, mudo regimes; as instituições que me representam matam, roubam, torturam e nada acontece, não se abalam há séculos... &lt;br /&gt;           Diabo ouvia aquilo se contendo para não esbofetear o outro. Aquela prepotência era de irritar qualquer um. Mas a paciência é uma virtude divina, e era melhor acostumar com aquilo para não detonar o plano logo no início. Interrompeu a fala do outro dizendo:&lt;br /&gt;           -Tudo bem, você é o manda-chuva. Não discuto isso. Só quero buscar meu espaço, mostrar ao mundo que não sou aquilo que dizem por aí.&lt;br /&gt;           -Veja bem, Diabo: Nós já jogamos no mesmo time. Tu já estiveste comigo por algum tempo e traiu-me. Sabes que eu fui um idealista por muito tempo! Mas é impossível conter a rebeldia humana. Veja o caso da Eva, por exemplo: Estava numa boa, mas tinha que comer a da maçã?&lt;br /&gt;           -Mas por que privar a criatura da maçã? Que mal há em se comer maçã?&lt;br /&gt;           -O mal da desobediência. Afinal eu me dei ao trabalho de criar tudo, de fazer o paraíso só para eles. Eu dei do bom e do melhor, e só exigi que eles não ultrapassassem os limites que eu estabeleci. Será que é pedir demais que os filhos obedeçam ao pai?&lt;br /&gt;           -Deixa de ser paternalista, porra! Deixa os caras escolherem o que querem. Você fala como um velho coroné do sertão. Até parece que vota no PFL!&lt;br /&gt;           -Hei, calma. Não vamos partir pra ignorância. Estamos em missão de paz.&lt;br /&gt;           Diabo percebeu a estratégia do outro: provocá-lo até que ele partisse pra ignorância. Aí sairia por aí dizendo as mesmas coisas de sempre e tudo voltaria a ser como era. Resolveu ir direto ao assunto.&lt;br /&gt;           -O que eu tenho a te propor é muito simples, disse o Diabo. E explicou a idéia, dizendo que com isso as atenções estariam voltadas para eles o tempo todo. Lembrou ao outro dos velhos tempos em que trabalharam juntos e seguiam os mesmos ideais.&lt;br /&gt;           -Cai na real, Diabo: Ideais são ridículas idéias de mortais. Além do mais, não ganho nada se entrar nessa.&lt;br /&gt;           -Mas perde muito se não entrar. O Adama, meu chegado, já fez os contatos, está tudo agendado e o desafio será lançado em rede mundial. Você venceu no deserto, eu tenho direito a uma revanche. Agora é a minha vez de jogar em casa. Já pensou o que dirá o público vendo você recuar diante de um desafio?&lt;br /&gt;           -És mesmo um diabo! Botou-me numa sinuca de bico. Mande seus assessores para que debatam, com os meus, as regras. Mas fique uma coisa bem clara: se passares dos limites e tentares me derrubar, te jogo nos quintos dos infernos para toda a eternidade. Pensando melhor, a proposta é outra: Se perderes, serás uma santa criatura por toda a eternidade. Nada de festas, orgias, só trabalho e reza. Por toda a eternidade.&lt;br /&gt;           Diabo vacilou por um momento, se perdesse seria seu fim. Não estava preparado para aquela proposta. Mas não poderia fracassar naquele momento. Aceitou e tratou de afastar da cabeça a idéia da derrota. Afinal de contas, o tudo ou nada era um excesso, e essa era uma de suas bandeiras.   &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109460968323806841?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109460968323806841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109460968323806841' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109460968323806841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109460968323806841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/09/pobre-diabo-parte-5-de-8_07.html' title='Pobre Diabo (Parte 5 de 8)'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109381897244468060</id><published>2004-08-29T19:33:00.000-03:00</published><updated>2004-08-29T19:36:12.443-03:00</updated><title type='text'>Pobre Diabo (Parte 4 de 8)</title><content type='html'>DEPOIS DOS CUMPRIMENTOS e risadas habituais, sentaram-se os três e o diabo finalmente pôde começar a explicar suas idéias.&lt;br /&gt;           -Pois então, senhores, o que tem acontecido é muito simples: Andei deprimido, prestes a desistir de tudo. Mas ultimamente estou recuperando forças, redescobrindo o prazer que tem as coisas simples... Acho até que a grandeza está nas coisas pequenas... Mas na verdade eu quero mesmo é algo grandioso, afinal de contas a ganância é um dos meus trunfos. Estou a fim de botar pra fuder mesmo, recuperar o espaço que já tive. Não com essas babaquices que dizem a meu respeito. Afinal de contas guerras, miséria, corrupção não são coisas minhas. Quero mostrar como é legal conviver com os excessos, as fraquezas e as liberdades incondicionais.&lt;br /&gt;           -Tudo bem – disse o Adama – Mas como é que você vai fazer pra que tudo isso entre na cabeça do povo, que eles vejam que os pecados são tão humanos quanto as alegrias e maldades?&lt;br /&gt;           -O plano é tão simples quanto a situação. Vou propor aos homens que se dizem do bem um desafio: Vou mandar meus dois melhores amigos para uma quarentena. Quarenta dias e quarenta noites, como aquele maldito desafio no deserto, vocês sabem. Só que desta vez não será no deserto, e sim num lugar repleto de tudo aquilo que eles dizem ser nocivo à moral e à saúde. Tudo televisionado 24 horas por dia, com câmeras em todos os ambientes e a participação do público. Será um sucesso total, e todos vão perceber o quanto a pudicícia é ridícula e voltarão a transformar o mundo num verdadeiro inferno. E o melhor de tudo, com todo o mundo sabendo que o inferno não é assim um fim de mundo.&lt;br /&gt;           Fácil imaginar como o diabo, com toda a manha no uso da vaidade humana, convenceu o Adama e o Aquiles a serem as cobaias do histórico evento. Quanto ao local, mais fácil ainda foi explicar ao Salomão que as adaptações necessárias seriam simples, e que o ibope da casa aumentaria ainda mais após o evento.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109381897244468060?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109381897244468060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109381897244468060' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109381897244468060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109381897244468060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/08/pobre-diabo-parte-4-de-8.html' title='Pobre Diabo (Parte 4 de 8)'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109340022203252173</id><published>2004-08-24T23:09:00.000-03:00</published><updated>2004-08-24T23:17:02.033-03:00</updated><title type='text'> Bandeira</title><content type='html'>Necrofilia Poética&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu faço versos&lt;br /&gt;Como quem morre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estupro Estético&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu faço versos&lt;br /&gt;Como quem vive&lt;br /&gt;E quem morre&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109340022203252173?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109340022203252173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109340022203252173' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109340022203252173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109340022203252173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/08/bandeira.html' title=' Bandeira'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109339931629148917</id><published>2004-08-24T22:58:00.007-03:00</published><updated>2004-08-24T23:25:34.426-03:00</updated><title type='text'>Lírico</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Por um desses acasos da vida, vim morar no Bairro da Velha, em Blumenau. Aqui, a padaria faz o pão e os doces, a madeireira vende a madeira e o supermercado não é assim um super mercado. Às vezes gosto, às vezes odeio e outras não me importo. Principalmente não me importo.&lt;br /&gt;Às vezes é muito quente, ás vezes muito frio, outras nem um nem outro. Principalmente nem um nem outro.&lt;br /&gt;Às vezes tem acidente de trânsito, ás vezes não tem nada. Principalmente nada.&lt;br /&gt;O curioso é que a nostalgia do lugar se torna envolvente, não no sentido erótico nem no político ou no poético, mas no prático. É fácil existir enquanto as pessoas passam pela janela do apartamento e se deixam olhar. Nas ruas é que as pessoas estão mais nuas.&lt;br /&gt;Enquanto isso o tempo passa, a vida passa e nada mais importa. Ou melhor, tudo isso importa. O que vale não é o medo da cadeia, é o medo de sair dela e ter que se defrontar com o mundo. Não o mundo real, dos livros e filmes e a minha vida na minha casa, mas o mundo fictício das pessoas que andam na rua.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Saio na rua. Longa é a tarde, longa é a vida. De tristes cores. Mas bela como uma canção de Jobim. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109339931629148917?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109339931629148917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109339931629148917' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109339931629148917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109339931629148917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/08/lrico_109339931629148917.html' title='Lírico'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109294984774063471</id><published>2004-08-19T18:08:00.000-03:00</published><updated>2004-08-19T18:10:47.740-03:00</updated><title type='text'>Pobre Diabo (Parte 3 de 8)</title><content type='html'>E LÁ ESTAVAM ELES NOVAMENTE. O Aquiles logo percebeu que o Diabo estava com uma expressão diferente, algo entre meditativo e alegre. E ficava também ele alegre ao ver o amigo que andara num péssimo mau humor nos últimos tempos. Parecia que o Diabo estivera mergulhado numa depressão profunda, uma crise de identidade tenebrosa. Não sabia ao certo se isso era verdade, pois o outro era muito fechado. Mas que andou meio tristonho por uns tempos, disso ele tinha certeza. Falava pouco, saía pouco de casa e achava tudo chato.&lt;br /&gt;           Saíram daquele lugar escuro e sentaram para conversar em um lugar mais aberto. Como se estivesse lendo os pensamentos de Aquiles, começou  a contar ao camarada o que sucedera nos meses anteriores.&lt;br /&gt;           -Pois é, meu velho, as coisas estiveram ruins para mim nos últimos tempos. De repente eu, que sempre fui muito seguro quanto às minhas posições, me sentia como uma criança desamparada. Minha função no mundo se perdeu, Já estava ficando difícil segurar o rojão. Mas o fundo do poço é o lugar mais fértil do universo, lá sempre brota alguma coisa.  Afinal de contas, um poço é como um túnel que sempre tem uma luz no fundo...&lt;br /&gt;           -Não viaja, diabo. Desembucha logo. Tô sentindo que você tem algo a dizer já há muito tempo. Conta tudo, camarada. Sabe que comigo não precisa fazer rodeios.&lt;br /&gt;           -Pois é, o negócio é o seguinte...&lt;br /&gt;           Nesse exato momento foi interrompido pela voz grave do Adamastor.&lt;br /&gt;           -Boa noite senhores. È um prazer imenso ver tão distintos cavalheiros em tão nobre recinto.&lt;br /&gt;           O Adamastor (Adama, para os íntimos) era o típico gentleman da periferia. O eleito. O barão da ralé. Mesmo já com uma incerta idade, ostentava a “nobreza” do convívio com a burguesia dos tempos de sucesso. Fora cartunista de mão cheia, fizera fortuna com os quadrinhos do homem-quilate. Mas como toda história de fama repentina, acabou na lama. Só lhe restaram o ar imodesto e os hábitos fingidos, que misturados à malandragem da rua onde vivera a infância pobre davam-lhe um ar caricato. Adorava aquele lugar, tinha o diabo, o Aquiles e todos do bar como amigos e ali se sentia em casa. De início teve problemas com o pessoal, até perceberem que apesar do jeitão meio estranho era um bom amigo. Meio picareta, era preciso ficar esperto com ele, mas bom amigo. Ainda agora, depois de anos de freqüência, incomodava um pouco quando bebia demais. Certa vez, num acesso melancólico-etílico, desenhou as paredes de um dos quartos do bar e deixou o Salomão puto da vida.&lt;br /&gt;           Aqui convém uma pequena explicação: O recinto pelo qual até então nos referimos como “bar” na verdade é uma casa de diversões noturnas muito bem freqüentada e conhecida em boa parte do país. Chama-se Rei Salomão e tem uma clientela bem eclética, por assim dizer. Já na entrada, o letreiro diz tudo: AS MINAS DO REI SALOMÃO SÃO DE OURO. Salomão, o já citado proprietário do suntuoso palácio da putaria orgulhava-se de já ter recebido em sua casa boa parte dos políticos e figurões locais, além das festas que organizava aonde quer que o cliente pedisse. Até num convento já tinha promovido uma das grandes, embora essa não contasse a ninguém.&lt;br /&gt;           Mas voltemos à nossa história.       &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109294984774063471?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109294984774063471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109294984774063471' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109294984774063471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109294984774063471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/08/pobre-diabo-parte-3-de-8.html' title='Pobre Diabo (Parte 3 de 8)'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109262028484715565</id><published>2004-08-15T22:35:00.000-03:00</published><updated>2004-08-15T22:38:04.846-03:00</updated><title type='text'>Para quê existe a existência?</title><content type='html'>Para que inexista a inexistência.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109262028484715565?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109262028484715565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109262028484715565' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109262028484715565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109262028484715565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/08/para-qu-existe-existncia.html' title='Para quê existe a existência?'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109236409852361645</id><published>2004-08-12T23:23:00.000-03:00</published><updated>2004-08-12T23:31:00.590-03:00</updated><title type='text'>Cienciartemusilosofia da Palavra</title><content type='html'>A palavra está presente em todos os atos de compreensão e em todos os atos de interpretação.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mikhail Bakhtin em Marxismo e Filosofia da Linguagem&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como na palavra palavra a palavra estou em mim.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Caetano Veloso em Outras Palavras&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109236409852361645?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109236409852361645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109236409852361645' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109236409852361645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109236409852361645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/08/cienciartemusilosofia-da-palavra.html' title='Cienciartemusilosofia da Palavra'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109216590779964049</id><published>2004-08-10T16:22:00.000-03:00</published><updated>2004-08-10T16:25:07.800-03:00</updated><title type='text'>Pobre Diabo (Parte 2 de 8)</title><content type='html'>DEPOIS DESTE PERÍODO REFLEXIVO, resolveu ir ao bar de sempre. Afinal, era necessário definir o plano, fazer contatos, todas essas coisas que um grande projeto requer. Logo de chegada encontrou o Aquiles.&lt;br /&gt;-Aquiles é um daqueles, exclamou jovialmente.&lt;br /&gt;Depois desse cumprimento que o outro adorava, entraram na parte escura do bar, onde a luz negra transferia ao amigo um aspecto misterioso, deixando-o mais enigmático que já era. Não era feio, mas passava longe de ser belo. Talvez se não tivesse o nariz de batata, melhorasse.&lt;br /&gt;Mas o que mais pesava nele era a carga de uma das maiores decepções que teve na vida. Fora perdidamente apaixonado por Acácia, moça que conheceu ainda quando vivia no interior. Vieram juntos para a cidade, ela ingênua nos seus 18 anos apesar da vivacidade e sede de conhecimento.Viveram felizes por 5 anos, aprenderam juntos muitas das coisas boas da vida e tinham uma afinidade sexual que só não era maior que a grande fraternidade que os unia. Eram amigos de infância e até os pais foram amigos. Mas como todo casamento que se conheça, também este foi aos poucos minando os amores. A cidade, os novos amigos, as loucuras que vieram e as que se foram, todos esses pequenos rios que foram passando em suas vidas desaguaram num mar de lamúrias e muxoxos diários, principalmente da parte do moço que se via ás voltas com a cocaína, e geraram a primeira separação. Aquiles encarou aquilo como algo passageiro. Para ele viver com Acácia era parte de sua vida, como um adolescente que sai da casa dos pais mas conta sempre com o porto seguro.&lt;br /&gt;Foi relembrando essas coisas que sentia que pensou em reviver os velhos tempos, fazer com que tudo o que se passou desde os tempos do interior voltasse para acabar com aquela incômoda situação. Agora era hora. Foi até o prédio da namorada com a decisão tomada, iria acabar para sempre com aquele sofrimento. Cheirou uma antes de sair, não que precisasse, mas porque aí seria muito mais fácil dizer tudo. E era tanta coisa, e no caminho cresceu mais ainda a ponto de, ao chegar na portaria, ele sentir-se como uma criança em véspera de natal. Já conhecia o lugar e tocou o interfone quebrado, foi esperar embaixo da janela. Não demorou e apareceu Acácia, com os cabelos molhados, os olhos lindos de sempre. Percebeu de imediato o espanto daquela linda criatura ao vê-lo, e achou natural. Ela devia esperar muito por aquele dia. Fitou-a apaixonadamente e percebeu que tudo o que sempre quis estava ali, aquele olhar que ele conhecia em todas as expressões e lia cada detalhe com a paixão de toda uma vida. Tinha certeza que ela o amava muito. De repente, da boca da musa surgiu seu nome, quase que sussurrado. Que linda aquela cena. Mas, como o martelo do Deus Thor, veio de dentro do apartamento uma voz grave e potente:&lt;br /&gt;-Que porra é essa, Acácia!?!?&lt;br /&gt;Como quem presencia uma chacina, Aquiles viu se assomar à janela o Ubirajara, instrutor na academia onde Acácia malhava. O peito cabeludo à mostra denunciou tudo. Depois dessa noite, nunca mais encontrou a Acácia. Nessa mesma madrugada conheceu o diabo, naquele mesmo bar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109216590779964049?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109216590779964049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109216590779964049' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109216590779964049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109216590779964049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/08/pobre-diabo-parte-2-de-8.html' title='Pobre Diabo (Parte 2 de 8)'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109209849339963060</id><published>2004-08-09T21:37:00.000-03:00</published><updated>2004-08-09T21:58:16.113-03:00</updated><title type='text'>Por nada</title><content type='html'>A cada segundo, novas modalidades&lt;br /&gt;De apreensão das realidades&lt;br /&gt;Se constróem nos sinais fechados,&lt;br /&gt;Nos banheiros públicos,&lt;br /&gt;Nos espaços lúdicos&lt;br /&gt;E se transformam em nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por nada neste mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Não percam amanhã, parte 2 do "Pobre Diabo")&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109209849339963060?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109209849339963060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109209849339963060' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109209849339963060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109209849339963060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/08/por-nada.html' title='Por nada'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109200952762282765</id><published>2004-08-08T20:56:00.001-03:00</published><updated>2004-08-08T20:58:47.623-03:00</updated><title type='text'>Os três phoderes:</title><content type='html'>Executivo executando&lt;br /&gt;Legislativo legitimando&lt;br /&gt;Judiciário?&lt;br /&gt;Pra não poderes mais nada&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109200952762282765?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109200952762282765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109200952762282765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109200952762282765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109200952762282765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/08/os-trs-phoderes.html' title='Os três phoderes:'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109185182833084389</id><published>2004-08-07T01:05:00.000-03:00</published><updated>2004-08-07T01:10:28.330-03:00</updated><title type='text'>Passagem das horas</title><content type='html'>Trago dentro do meu coração&lt;br /&gt;Como num cofre que se não pode fechar de cheio&lt;br /&gt;Todos os lugares onde estive,&lt;br /&gt;Todos os portos a que cheguei,&lt;br /&gt;Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias&lt;br /&gt;Ou de tombadilhos, sonhando,&lt;br /&gt;E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álvaro de Campos In Fernando Pessoa, Obra Poética&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109185182833084389?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109185182833084389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109185182833084389' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109185182833084389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109185182833084389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/08/passagem-das-horas.html' title='Passagem das horas'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109114918423923355</id><published>2004-07-29T21:56:00.000-03:00</published><updated>2004-08-03T11:15:46.396-03:00</updated><title type='text'>No início...</title><content type='html'>You say goodbye. I say hello. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109114918423923355?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109114918423923355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109114918423923355' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109114918423923355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109114918423923355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/07/no-incio.html' title='No início...'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7793761.post-109114248811143847</id><published>2004-07-29T20:02:00.000-03:00</published><updated>2004-07-29T20:12:14.186-03:00</updated><title type='text'>Pobre Diabo (Parte 1 de 8)</title><content type='html'>E ENTÃO vinha o diabo pela rua refletindo sobre o passado... ou seria futuro... não sabia exatamente, pois essa questão do tempo sempre fora confusa em sua cabeça. Desde a expulsão do Éden, não importava mais esse papo. Afinal, não tinha mais sossego: toda hora é hora de trabalho, ser oposição não é fácil. Sim, oposição, não considerava o chefe um carrasco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia-se como uma espécie de sindicato que reunia todos aqueles que não agüentavam a opressão impositiva das leis divinas. Pois pretendia para si um lugar democrático, em que cada um tivesse o direito às suas próprias fraquezas. Sentia o vento fresco daquela noite de verão bater-lhe de frente, e sentia-se bem. Tirara aquela noite para simplesmente andar e ver coisas e pessoas. Há séculos que sentia suas forças diminuírem, apesar de muitos acharem que ele estava em alta. O que ele pretendia não era essa merda que estava aí, só não concordava com a pasmaceira do paraíso. Pretendia um ato que lhe resgatasse a grandeza, que mostrasse a todos que ele era um injustiçado. Queria uma reconciliação, mostrar que poderia voltar a ser tudo como era antes, que de boas intenções o inferno está cheio. Mas o que seria? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pretendia nada que não fosse diabólico, afinal não abria mão de ser ele mesmo. Ao mesmo tempo deveria pegar leve pra não ser politicamente incorreto. Tinha de conquistar simpatizantes e conhecia como ninguém a índole dos seres humanos e seu fraco pelo poder. Mas não seria Maquiavélico a esse ponto, não se tratava de uma conquista de poder. Queria seu espaço, mostrar que era perfeitamente possível a convivência de beatas, putas, maconheiros, políticos, blasfemadores... Estes então, coitados, não faziam nada além de se expressar, agora eles têm culpa se a maioria escolheu a preocupação com algo que pouco lhes importa? Acaso não eram livres para falar mal de quem quisessem, desde que o agredido estivesse onipresentemente apto a se defender? Ora, que coisa mais irritante... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Porca Madonna! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas palavras sairam da boca com força, embora um segundo depois batesse o arrependimento. Ora, se queria uma reconciliação não era certo xingar a mãe do outro, por mais errado que ele estivesse. Não que não tenha sentido realmente o prazer de pronunciar aquelas palavras em alto e bom som, mas achava que só estando afinado com o outro lado poderia realizar as mudanças sérias e verdadeiras a que vinha se propondo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento passou perto de um bar que lhe pareceu agradável por ser bastante simples e aberto, de onde se podiam ver as estrelas e sentir a temperatura agradável da noite. Bebeu uma cerveja que desceu bem, e pensou em como eram agradáveis as coisas simples que sempre considerou estúpidas ações de mortais. Sim, estava decidido: Não havia outro jeito, o caminho lhe parecia agradável e sem volta. Fez um pacto consigo próprio de dar a alma e o que mais fosse preciso nesta empreitada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7793761-109114248811143847?l=pablov.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pablov.blogspot.com/feeds/109114248811143847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7793761&amp;postID=109114248811143847' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109114248811143847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7793761/posts/default/109114248811143847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pablov.blogspot.com/2004/07/pobre-diabo-parte-1-de-8.html' title='Pobre Diabo (Parte 1 de 8)'/><author><name>Pablo Varela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09020440543099645456</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
